Na segunda viagem que fiz ao Piauí, em janeiro de 2014, após fazer algumas visitas nos vilarejos, um questionamento entrou no meu coração: "Do que adianta eu sair da minha cidade, vir até aqui falar do amor de Jesus, se essas pessoas não terão um acompanhamento?". Criada na igreja, sempre fiz parte de uma realidade cercada de cursos, retiros, cultos toda semana e infinitas possibilidades de crescimento. Quando cheguei no Piauí, me deparei com uma realidade totalmente contrária à minha: vilarejos sem igrejas, igrejas católicas com padres que faziam missas uma vez por mês - quando conseguiam fazer -, dificuldade de acesso à igrejas próximas, entre outras dificuldades... O que eu estou fazendo aqui? - eu pensava.
Com o passar do tempo, fui conseguindo entender, a cada dia mais, a importância de falar do amor de Jesus, e a dimensão que as palavras "eu aceito Jesus como Senhor e Salvador de minha vida" tomavam quando eram ditas com fé. Mas, ainda assim, aquela dúvida incomodava o meu coração.
Todos os dias, antes de irmos ao campo evangelizar, temos um período de devocionais na Expedição... São momentos de louvor, adoração, testemunhos e aprendizado da palavra de Deus. Em um desses devocionais, o Senhor começou a falar ao meu coração, e eu abri a bíblia no livro de Romanos, capítulo 10, que diz: "Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. Pois posso testemunhar que eles têm zelo por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. Porquanto, ignorando a justiça que vem de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se submeteram à justiça de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê." (NVI - versículos 1 a 4) e, em seguida, no versículo 9: "Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo." (NVI).
Às vezes nos prendemos tanto à liturgias e cerimônias, que nos esquecemos da essência. Criamos regras e leis em nossas cabeças, e acabamos por acreditar que Deus só se fará presente se tais regras foram cumpridas... E eu pensava assim. Por algum tempo acreditei que o Espírito Santo só habitaria na vida de alguém se ela fosse à frente em alguma igreja e repetisse uma oração... Não digo, de forma alguma, que a pessoa ir até à frente em uma igreja e fazer uma oração é errado: o que quero dizer, é que Deus trabalha na vida das pessoas de formas diferentes. Confessar é reconhecer, é falar, é declarar. E nos vilarejos em que passei, Deus me ensinou que a obra quem faz é Ele, eu sou apenas o instrumento! Não preciso ficar triste por ir embora e deixar o povoado sem nenhuma igreja, não preciso ficar decepcionada porque a pessoa não quis repetir a minha oração... Deus se agrada de corações sinceros, e mesmo sem uma oração formal ou uma repetição de palavras, se as casas pelas quais passamos creem em seu coração no nosso Salvador, e se falarem, do seu jeitinho, que acreditam em Jesus, o Espírito Santo habitará naquele lugar, e não teremos precisado de nenhuma "regra" para que isso tenha acontecido.
Nós somos instrumentos nas mãos do Senhor. Se fomos até essas casas, foi com a permissão dEle. Plantamos uma sementinha e fizemos o que estava em nosso alcance, mas devemos sempre lembrar que quem dá o crescimento é Deus (1 Coríntios 3:6), e o nosso Deus é tão criativo e perfeito, que pode usar de formas que nem imaginamos para que tal crescimento aconteça.
Muitas vezes nos apegamos à rituais e regras, e nos esquecemos da liberdade que o Espírito Santo nos dá! Ele pode nos de diversas formas: basta darmos a permissão para a sua ação em nossas vidas.
Nunca deixe que a vergonha, o medo ou a religiosidade te impeçam de falar do amor de Jesus!
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Respostas
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Eis-me aqui!
Na semana do dia 12 de julho, fiz uma viagem até Conceição do Canindé, uma cidade que fica no sertão do Piauí, quase 3.000 km da minha casa (em Curitiba), para fazer o que nos foi incumbido por Jesus em Marcos 16:15 : "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura."
A Expedição Missionária no Piauí é um projeto que visa levar a palavra de Deus para os povos que ainda não foram alcançados pelo amor de Jesus, aqui dentro do Brasil, mais precisamente, no sertão do Piauí. Coordenada pelo missionário Eliézer Castro, a expedição, em 2016 irá para a sua 12ª edição. O evento acontece duas vezes por ano: em janeiro e em julho, tem a duração de uma semana e a participação não tem custo nenhum, o voluntário só fica responsável pelas suas passagens de ida e volta.
No ano de 2010, meu pai, Paulo Wegner, foi participar da primeira Expedição Missionária, e um ano depois, apaixonado pelo projeto, foi com a família toda (ele, minha mãe, meu irmão e eu) fazer a obra do Senhor. Agora, em 2015, com 17 anos, decidi usar o tempo das minhas férias para ir, sozinha, até o sertão, compartilhar desse amor que transborda dentro de mim!
Pegar avião sozinha, pela primeira vez, andar mais de 10 horas de ônibus com pessoas que eu não tinha tanta intimidade (eram poucas as pessoas que eu conhecia) e ir para um lugar do outro lado do Brasil para falar de Jesus pode parecer loucura, e me atemorizou um pouco, mas, apesar do medo e da insegurança tentarem entrar no meu coração, fiquei firme nos propósitos do Senhor, e tive a certeza de que Ele cuidaria e guardaria a minha vida. Mal eu sabia, que, além do cuidado de Deus, Ele também me surpreenderia muito...
Mas contarei um pouquinho mais disso tudo nas próximas postagens...
Até a próxima! ;)
A Expedição Missionária no Piauí é um projeto que visa levar a palavra de Deus para os povos que ainda não foram alcançados pelo amor de Jesus, aqui dentro do Brasil, mais precisamente, no sertão do Piauí. Coordenada pelo missionário Eliézer Castro, a expedição, em 2016 irá para a sua 12ª edição. O evento acontece duas vezes por ano: em janeiro e em julho, tem a duração de uma semana e a participação não tem custo nenhum, o voluntário só fica responsável pelas suas passagens de ida e volta.
No ano de 2010, meu pai, Paulo Wegner, foi participar da primeira Expedição Missionária, e um ano depois, apaixonado pelo projeto, foi com a família toda (ele, minha mãe, meu irmão e eu) fazer a obra do Senhor. Agora, em 2015, com 17 anos, decidi usar o tempo das minhas férias para ir, sozinha, até o sertão, compartilhar desse amor que transborda dentro de mim!
Pegar avião sozinha, pela primeira vez, andar mais de 10 horas de ônibus com pessoas que eu não tinha tanta intimidade (eram poucas as pessoas que eu conhecia) e ir para um lugar do outro lado do Brasil para falar de Jesus pode parecer loucura, e me atemorizou um pouco, mas, apesar do medo e da insegurança tentarem entrar no meu coração, fiquei firme nos propósitos do Senhor, e tive a certeza de que Ele cuidaria e guardaria a minha vida. Mal eu sabia, que, além do cuidado de Deus, Ele também me surpreenderia muito...
Mas contarei um pouquinho mais disso tudo nas próximas postagens...
Até a próxima! ;)
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sábado, 4 de julho de 2015
inspiração
amor
é igual inspiração
vem quando a gente menos espera
pra dizer aos nossos problemas
que eles têm solução
(ou não)
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Férias e bolo de maracujá.
Acabou o primeiro período da faculdade! Meus primeiros seis meses na universidade se resumem entre história, fotografia, língua portuguesa, teoria do jornalismo, provas, trabalhos, textos e "meu Deus do céu eu não vou conseguir", mas, no fim, tudo deu certo!
Agora é hora de descansar e se preparar para o segundo round. E se tem uma coisa que eu adoro fazer nas minhas férias (e nos outros dias do ano também) é cozinhar! Sou bem curiosa quando o assunto é cozinha e sempre procuro receitas novas e diferentes para testar. Hoje eu resolvi preparar uma receita de bolo de maracujá e vou deixar as minhas impressões e o modo de fazer ali em baixo.
Eu sou uma pessoa perdidamente apaixonada por maracujá e tudo o que deriva dessa fruta: sorvete, mousse, suco... (não sei mais o quê). Quando eu vi na fruteira alguns maracujás ficando velhinhos, resolvi experimentar essa receita e ver no que ia dar...
Ingredientes:
- 1 xícara de manteiga (ou margarina);
- 2 xícaras de açúcar;
- 5 gemas;
- 5 claras;
- 1 xícara de polpa de maracujá com sementes (eu coloquei um maracujá grande);
- 3 xícaras de farinha de trigo;
- 1 colher (de sopa) de fermento em pó.
Modo de preparo:
- Bater as claras em neve e reservar;
- Em outro recipiente, bater a manteiga com o açúcar até ficar esbranquiçado;
- Acrescentar as gemas e bater mais um pouco e, depois, acrescentar a polpa do maracujá, o trigo, o fermento e, por último, as claras em neve, mexendo com cuidado;
- Levar ao forno em 180ºC por 40 minutos.
Calda
Ingredientes:
- Polpa de 2 maracujás;
- 1 xícara de açúcar;
- 1/2 xícara de água;
- 1 colher (de sopa) de amido de milho.
Modo de preparo:
- Misturar o amido de milho na água;
- Colocar em uma panela todos os ingredientes;
- Mexer por 5 minutos ou até engrossar.
Eu nunca tinha comido bolo de maracujá na minha vida e gostei bastante. A massa fica bem fofinha e o gosto beeeem suave. Nessa receita, por ser colocada a polpa do maracujá COM as sementes, o bolo fica com as sementinhas crocantes. Eu não gostei muito das sementes inteiras, e acho que uma outra opção seria bater a polpa e coar, para ficar só o suco. Porém, a minha mãe, ao contrário de mim, disse que adorou as sementinhas no bolo e que deu "um gostinho especial". Então, fica a critério do cozinheiro (ou da cozinheira) retirá-las ou não.
Outra coisa que eu mudaria na receita, é a quantidade de açúcar. O meu bolo ficou bem docinho, e, por eu ter feito a calda que também é BEM doce, acho que eu poderia ter tirado um pouquinho do açúcar da massa para "repor" com a calda.
No geral, o bolo ficou bem gostosinho e é uma ótima opção para comer junto com um café, no final da tarde.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Roteiros e Romances
"Você vai encontrar o verdadeiro amor quando estiver descabelada e sem maquiagem", dizia o texto que li num desses sites de crônicas sobre relacionamentos, sentimentos e tudo mais. Sempre gostei desse tipo de site... Talvez pela identificação, ou pela melancolia, ou simplesmente pelo fato de levar uns "tapas na cara" de vez em quando. Mas essa frase, hoje, em especial, me deixou pensativa.
Não é a primeira vez que leio essa frase (ou coisa parecida) nesse tipo de texto, afinal, para as pessoas, parece meio impossível você encontrar o amor da sua vida quando estiver de maquiagem, salto alto e baby-liss no cabelo. E se encontrá-lo, amiga, cuidado: pode não ser o amor da sua vida. Ele também não vai chegar em cima de um cavalo branco, nem vai te encantar de primeira, ele provavelmente vai ser seu amigo antes de ser seu namorado, e não vai te dar flores, mas chocolate. Ele não vai ser ciumento, porque vai ter autoconfiança, e não vai ser mal humorado, se não, não serve para você.
Parece que quanto mais tentamos libertar os nossos relacionamentos dos moldes impostos pela sociedade, mais colocamos padrões para que eles existam. Se não for assim, não é de verdade, tem que ser assim. Mas e a nossa liberdade?
Nunca consegui conceber uma ideia de amor sem esta estar acompanhada da ideia de liberdade.
O amor da sua vida pode vir quando você estiver descabelada. Mas ele também pode te encontrar naquela festa em que você demorou 5 horas para se produzir. No meio de cabelos, unha e maquiagem, talvez você nem tenha pensado em agradar alguém, fora você mesma, mas ele te encontrou. Ou talvez você tenha se arrumado só para ele, e no momento que você entrou no salão, algo dentro do coração dele despertou e gritou bem alto: "É ELA!".
Eu não sei como vai ser o seu amor da vida. Não sei se vai ser loiro, moreno, gordinho ou malhado. Eu não sei se vocês vão se conhecer na igreja, ou se vão conhecer na balada. E o primeiro beijo? Vai ser bom? Vai ser estranho? Vai ser no primeiro encontro? Será que vocês vão demorar para se apaixonar, ou vai ser tudo à primeira vista? Eu também não sei nem ele vai te encontrar. Às vezes ele está demorando e você resolve procurar. E por que não?
Eu poderia vir aqui ditar regras, e falar que se ele não te beijar no primeiro encontro, talvez não seja o cara ideal. Mas não. Eu não desejo que vocês sejam melhores amigos antes do namoro. E não desejo que vocês comecem a namorar no dia em que se conhecerem. Eu só desejo que vocês tenham liberdade.
Liberdade de amar e fugir dos padrões que esperam que vocês sigam. Liberdade de viver um amor sem roteiros ou regras. O amor não funciona com manual de instruções. Eu desejo um amor cheio de liberdade para que vocês possam falar nãos e sins quando for necessário, liberdade nos abraços e nos beijos intermináveis, liberdade para dormir a tarde toda de domingo, passear no parque, ou ainda, não fazer nada.
Desejo que o amor da sua vida te traga a liberdade de ser quem você é. Mas antes, desejo que você aprenda que não há liberdade maior do que amar a si mesmo.
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